Santo Antônio

Rezar a Trezena de Santo Antonio é reunir amigos para pedir e agradecer, acendendo velas, colorindo altares, incensando a casa de esperança e fé.
Sobe o incenso, precioso aroma do nosso bem querer, levando os pedidos, as preces, os louvores. 
O Santo no alto espera bondoso as preces cantadas com risos e flores.
Rezar Santo Antonio é buscar lá, bem longe, os Benditos bonitos que os nossos avós cantaram por nós. É olhar cada vela e buscar na chama o bem, a alegria para quem se ama. É dizer o Responso com toda certeza que o que perdemos será encontrado.
É saber que as Trezenas trazem para os corações um bom namorado. É cantar Ladainha, desentoando por certo na melodia, mas no tom da certeza de que Santo Antonio roga por nós.
É ter mesa farta de pão, de doces licores porque todos sabem do vinho da alegria.
Rezar Santo Antonio em Trezena bonita é lembrar as virtudes do Santo querido e em cada noite pedir que nos leve a seguir os Seus passos. É ter altares acesos, perfume de flores, fumaça subindo falando de amores. É reza bem simples “cantar” Santo Antonio e Deus Se alegra porque as honras que ao Santo se faz revertem em verdade para a glória de Deus nosso Pai.    



Escrito por Mabel Velloso às 11h29
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Santo Antônio rogai por nós!

 



Escrito por Mabel Velloso às 16h36
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Amor de Maria

Capela dos Dendezeiros - Maio, 2009

Mabel Velloso

Mateus 22-34,40 - O verdadeiro discípulo segue o espírito da Lei do Senhor. O maior Mandamento da Lei é: amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma. Amar é o primeiro mandamento. É a Lei primeira. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Quem teve amor maior que Maria? A dimensão do Seu sim nos faz pensar em Seu desmedido amor. Numa noite para cantar as graças de Nossa Senhora o melhor acorde é o amor! Acordar o amor! Acordar para o amor! Amor, palavra que está gasta entre os homens. Amor que parece andar escabriado, envergonhado. Tantos esqueceram o amor que ele vive se escondendo dos que se lembram dele.

O ano de 2009 está chegando ao meio, derramando crise, preocupação e muita chuva sobre nós. Maio chegando ao fim e todos nós esperando o veranico de maio, as bênçãos de maio, os amores de maio.

A Igreja cheia de gente que reza, canta, chora, ri, pede, confia. Todo maio enche os corações dos fiéis de esperança. Através das horas, quando os sinos batem e os corações também, rezamos a Ave Maria como quem pede socorro. O socorro do amor que está fugindo do mundo. Ave Maria cheia de graça, dai-nos a graça de encontrar o amor, a graça de saber amar o irmão!
Porque o céu está com nuvens grossas e escuras nem podemos olhar as estrelas que nos guiam. O Cruzeiro do Sul que derrama a força do amor que vem da cruz sobre o Brasil está escondido. O amor que ele simboliza está sumindo atrás do nevoeiro. Aguaceiros derrubam casas e a dor do desabrigo se espalha mais que a gripe suína, mais que a dengue. O povo sofre o frio do abandono. Crianças choram de fome. Cestas básicas levam migalhas que somem diante de tanta boca faminta. Além da boca muitos corações estão famintos. O amor não vai para dentro deles nem sai deles para outros corações. Será que há jejum de amor? Parece que se diz: cadê o amor que estava aqui?  O gato comeu! Não, o gato é mansinho. O próprio homem é que quer destruir o amor, jogar longe, esquecer...

Que brincadeira é essa que se quer fazer com o amor? Me empreste o amor... Vá ali! Me empreste o amor... Vá ali... Onde devo ir? Sigo em frente, o amor não some. Deve estar como agulha num palheiro, mas vou encontrá-lo. É maio! Mês de Maria Rainha do Amor. Chamo por Ela. Que Ela chegue e receba os louvores, os cânticos, as preces, traga de volta o amor em Seu manto azulado.

Olhando os Altares os nossos olhos se enchem de lágrimas e nossos lábios repetem as rezas de fé e esperança. Se o mês é de maio é mês de Maria, Maria é amor! Que Nossa Senhora nos bote no colo, nos embale e abençoe e nos mostre o caminho onde o amor se escondeu. Vou sair perguntando: O amor passou por aqui?Quem sabe vocês me possam dizer: passou, está aqui na Capela da Vila Militar, brincando de esconde / esconde para me fazer correr pelos quatro cantinhos da Avenida Dendezeiros, até chegar à Colina do Bomfim? Lá por certo o amor se derrama. Desce a ladeira e quer se espalhar na Cida- de inteira. Aqui a Capela está cheia. Todas as noites o povo aqui chega para ouvir lições do Evangelho e sabe de cor que o maior mandamento é amar, ter  amor. Daqui sai a lição. Para cada casa vai o ensinamento, vão as bênçãos que aqui se derramam. Mas a muitas ruas, muitas ladeiras, aos becos, às pontas de rua o amor não quer ir. Ele se acanha por- que não anda só. Precisa da solidariedade, da união, da partilha. Em muitos lugares fica um vazio, um gelo por dentro de tantas pessoas que vivem sem amor. Se não têm, não podem dar. Se não dão não recebem... É uma bola de neve de um vazio amoroso.

Um dia de maio é o Dia das Mães. Os filhos esquecem passado e futuro só pensam em presente. Não o tempo presente. Lembram o presente comprado nas lojas, nos shoppings. A mãe só deseja presente embrulhado em ternura, amor e agrado. Mas não é esse o presente que lhe dão de presente. São caixas vazias do amor esperado. Está em tempo ainda de gritar pelo amor! Ele deve andar por perto, junto de um berço  quem sabe, cantando uma canção de ninar? Junto a um bercinho o amor sempre vive, o amor não acaba. O amor que era leite saído do peito vai sempre vingar. Não se pode esquecer o embalo, o colo, a mão dada, segura, levando pra frente. O amor vai vencer.    A esperança o carrega! As esperanças de maio sempre vingam! Vamos rezar, pedir amorosidade!

Tanta casa sem amor, a mãe moça ou velha tentando mostrar que o amor está vivo. Olhando a palma da mão vendo o M estampado lembra Maria, a Nossa Senhora Rainha do Amor. Quer segurar o amor que nas linhas mostra o M de Mãe, Mulher, Maria, Milagre. E tanta gente fazendo do amor “gato e sapato”  esquecendo que o amor pode nos salvar.

As mães, todas elas, magra, gorda, preta, branca, calma, nervosa, cada uma com um jeito, um cheiro, feliz ou não, sabe chamar o amor. Nesta noite que as mães o chamem e a Mãe de Deus nos ouça e derrame amor em nossas famílias. Que o amor chegue no corpo e na alma e salve o mundo. Que nenhuma mãe chore porque o desamor pegou uma arma ou o volante de um carro e matou o seu filho. Pai e mãe sofrem juntos por causa do desamor. A mãe briga com o filho e se arrepende e chora, castiga os filhos e se sente castigada. Em cada uma, um coração bate e apanha por eles. O tic-tac segue dando e buscando amor. Coração materno é sempre terno, é tão suave que nem se escuta se ele soluça. Quando se alegra canta ciranda e de mãos dadas, faz roda de amor. Pede que cada um entre no meio, diga um verso e vá levando o amor adiante! Amor é afeição, compaixão, misericórdia. Dom Helder nos ensina: “Sem amor nada tem sentido, sem amor estamos perdidos.” Não podemos nos perder. Não vamos nos perder. A prova está aqui, a Igreja cheia como em todas as noites. Frio e chuva não impedem de se sair em busca das lições de amor. Aqui o bem querer está de corpo inteiro. Ruim é lá fora onde escurraçam o amor. Abram os portões, deixem o amor brincar nos passeios, jogar gude com as crianças, fazer gols com os adultos. Correr nas praias, mergulhar nas espumas, assistir o nascer e o por do sol. Deixem o amor por perto todo tempo, dia e noite, noite e dia! Onde ele chegar a violência vai fugir. Amor e violência não combinam. O amor vai salvar a humanidade. Na pátria do amor a paz governa. Guerra e amor não combinam. Se o amor cresce a guerra acaba!

Quantas gente aqui se encontra para louvar a Mãe de Deus, para aprender a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, para pedir amor e paz para suas casas, para a Bahia, para o mundo. Sou mãe e avó e quero levar comigo paz, amor e sossego. Quero praticar a cada dia o Mandamento maior da lei de Deus. Aqui não é minha Paróquia, não faço parte do Quartel, não moro na Cidade Baixa, mas estou me sentindo em casa. Esta casa é de Maria, Senhora Minha, Ela foi, é e será sempre minha Mestra. Quero ser Sua aluna sempre. Quero ter ainda a inocência do tempo em que cantava “Mãezinha do Céu eu não sei rezar”, ou repetia feliz olhando os anjos no altar:”Virgem recebe esta coroa, que Te oferece o nosso amor”

 Agora, já cheia de cabelos brancos digo baixinho:

 

“Agora lábios meus, dizei, anunciai, os grandes louvores da Virgem Mãe de Deus”. Rezo e peço a Nossa Senhora, que  Ela venha em nosso socorro. Coração de Mãe é sempre consolo. Há de consolar os que perderam casas, filhos, amigos.

O poeta João de Deus nos diz:

“Maria, Tu guardaste em gozo e dor

Sempre n’alma a paz num templo

Foste na vida o nosso exemplo / Mãe do Amor!”

 

Digo a todos vocês amem. Amem sempre. Só o amor vai trazer serenidade. Amem do fundo do coração, só o amor salvará a humanidade. Na sala

de aula, nas ruas, nos ônibus, nas casas, nas mesas

derramem amor. Quem tem distribua. Quem não tem  busque nas mãos da Mãe de Jesus. Invoquem o Santo Espírito. Domingo será a festa de Pentecostes, que o Divino Espírito Santo derrame amor sobre a Terra, sobre a vida de todos nós. Espírito Santo mandai amor para o mundo.

Voltemos para nossas casas com a certeza de que nenhuma prática é mais santa e mais bela que a de amar. Que Maria cubra a humanidade do mais santo amor e que ele inspire nossas ações e guarde nossos corações. Amém. 



Escrito por Mabel Velloso às 11h26
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Antônio Abujamra recita poema de Mabel Velloso

"Lonas Estragadas" na Tv Cultura, programa "Provocações".
Ouça agora:
 
http://www2.tvcultura.com.br/provocacoes/poesia.asp?poesiaid=587



Escrito por Mabel Velloso às 10h58
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Dia das Mães





Escrito por Mabel Velloso às 12h19
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EXPOSIÇÃO PALAVRA MÃE

Espero todos vocês!
Beijos, Mabel.





Escrito por Mabel Velloso às 11h05
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Dona Dapaz

29 de março de 2009.
Mabel Velloso

Quando publiquei “Donas” senti que faltaram algumas que sempre estiveram no meu coração. Veio a vontade de escrever o “Donas 2” mas ficou só na vontade.
Sempre pensando naquelas que ficaram em páginas escondidas segui lembrando de fatos, de histórias de cada uma e desejando falar, escrever sobre elas.
Hoje de forma especial lembro de Dona Dapaz. Se estivesse ainda conosco estaria completando 80 anos. Fico imaginando as cadeiras lá na Rua do Amparo formando um semi círculo para a prosa alegre correr solta! Uma festa na porta... Cadeiras e amigos fugindo do calor de março lá da sala onde uma mesa espalha cheiros de comidas e doces divinos.
A festa dos 80 por certo seria como a sua vida toda foi: simples e alegre.
A voz rouca, a gargalhada forte, os comentários inteligentes contariam fatos da sua vida modesta. Os nomes Lourival e Jorginho seriam repetidos mil vezes. Sua vida teve sempre esses dois sentidos, esses dois amores.
Olho da porta da casa de mãe Canô a roda de prosa lá na sua porta. Minha saudade leva-me até lá. Tomo parte na festa da lembrança.
Penso no que seria o 29 de março de hoje se ela estivesse viva: Santa Bárbara arrodeada de flores no seu nicho aberto na parede da sala, fotos das pessoas mais queridas espalhadas por perto, uma vela vermelha brilhante, acesa. Na cozinha as panelas mais bem areadas e brilhantes que já vi guardando sob as tampas a maniçoba, a galinha de molho pardo. Sob as toalhas de prato branquinhas as frigideiras. Muitas frigideiras. A sala ficava vazia. A festa era na porta. As pessoas passando dando ‘boa noite” e “parabéns”. Todos saberiam do seu aniversário. Chego e entro na roda... Olho para o hoje e penso no ontem. Lembro dela e Sr. Portugal na casa lá na estrada nos dando de presente o rio/quintal para passarmos o dia. Muito verde espalhado pelas margens do rio limpo que nos refrescava. O cuidado no olhar meio severo de Dona Dapaz nos dando limites. De suas mãos pedaços de bolo corriam para pratos de louça sobre a toalha bordada e muito bem engomada. A jarra de suco feito com água fresca da moringa virava sobre cada copo para completar a nossa merenda. O dia era uma festa! Quem me levava ao encontro dessa alegria era Eunice, sua sobrinha.
Jorge era muito pequeno e por conta da garganta não ia tomar banho de rio. Nos olhava derramando vontade de já ser grande e fazer tudo o que Quisesse, mas era quieto, obediente. Conquistei a amizade de Dona Dapaz através dele. Uma das vezes em que uma gripe forte o pegou, fiquei por perto, contei história do menino que não gostava de remédios e o chamei de meu bem querer. Foi o meu passa-porte para o coração e Dona Dapaz. Penso que fiquei por lá para sempre. Lembrava do meu aniversário, seu telefonema era o primeiro, muitas flores do seu quintal da Rua do Amparo eram mandadas para mim. Com a chegada de Caetaninho ela passou para ele o modo de ser delicado oferecendo flores. Guardo com muita alegria a lembrança do dia em que entrando pelo corredor da sua casa Caetaninho correu até o quintal e tirou uma folha de pitanga para me presentear. Folha/flor de carinho que me comoveu.
Lembro de forma muito especial o seu caruru para Santa Bárbara, era um preceito de amor. Faz tempo minhas filhas foram escolhidas para comerem os primeiros pratos. Dona Dapaz só queria moça, virgem que nem tivesse sido beijada!
Uma ausência marca a Rua do Amparo: aquela cadeira calada no corredor.
29 de março de 2009 - 80 anos de Dona Dapaz lembrados com saudade e muito carinho.
Ela é uma das Donas do meu bem querer.



Escrito por Mabel Velloso às 13h51
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Dia da Mulher

08 de março de 2009
Século XXI! 8 de março, a mulher terá por certo um dia melhor. Já não vai mais ouvir calada as piadas repetidas: mulher nasceu para esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque... A mulher só diz 4 frases: pra dentro menino, xô galinha, a janta está na mesa e sim sinhô.
Felizmente a vida vem mudando!A mulher tirou o avental “todo sujo de ovo” colocou “top”, short, saia curtinha. A mulher hoje fala, grita, briga se for preciso.
O fogão e o tanque estão menos quente e frio. A lenha, o carvão que sujavam e lascavam suas unhas transformaram-se em botões que fazem o milagre da chama subir sem fumaça e fuligem. O tanque deu um salto e muitos transformaram-se em máquinas que fazem a roupa sair branquinha porque assim os botões comandam a água. O anil ficou molhando de azul o pensamento ensaboado e vem diluído nos amaciantes. O varal tem a secadora como substituto. Estender braços e roupas em arames mais altos que suas cabeças saíram de cena. A dor nas costas vai desaparecendo. A rapidez tomou conta dos trabalhos pesados e sobra tempo para a mulher assistir novela, ler romance, sair para as aulas, para trabalhar fora das quatro paredes que lhe serviam de prisão.
A mulher está livre das amarras impostas pela vida. Trabalham fora, dão aulas, são enfermeiras, médicas, secretárias. Saem dirigindo carros e suas vidas. Frequentam grupos de dança e teatro, praticam natação, cantam em corais sabendo realmente que “quem canta seu mal espanta”.
A mulher está mais viva! Decidida! Firme e forte! Virou MULHER!
Muitas amamentam os filhos com o carinho recebido como a melhor herança mas não se deixam ficar como vacas leiteiras sob o domínio de um vaqueiro em um pasto seco de amor. A cada dia sabem amar se são amadas. Não tomou a frente do seu companheiro, saiu das suas costas para ficar a seu lado, ombro a ombro, coração ao lado do outro coração.
Nada de ficar aos pés obedecendo calada. A mulher do século XXI é mais feliz. Festeja cada um dos seus dias de cabeça erguida, cabelo arrumado, rosto suave, boca com batom que combina com a cor da sua pele, usa sabonetes e perfume. Tomou conta do seu corpo por inteiro e não fica mais a chorar pelos cantos. Se está triste corre da tristeza, olha o mar, espera o por do sol e repara a lua nascer sabendo que a minguante vai ser nova, vai crescer...
Muitas tiraram poesia dos berços e das panelas. Choraram poemas de dor. Hoje conhecem rimas novas e soletram palavras cicatrizadas,  cerzidas. A combinação mulher/mãe encorajou e fortaleceu a fêmea que não se deixa ficar a espera da felicidade. Sai em busca, corre atrás.
Aquelas que foram rasgadas pelas ingratidões aprenderam a cerzir os pedaços e se tornaram inteiras novamente. Por cima da ferida aberta aprenderam a desenhar flores e barquinhos cheios de cor.
Ser mulher é tarefa difícil. Cada dia tem dever de casa. Dever imposto por tudo que passou e é vivo ali, constante, latente. A própria mulher vai querendo corrigir com caneta vermelha cada deslize, cada erro que não foi ela quem cometeu. Erros que estão impregnados na maneira de viver a que a mulher foi obrigada a seguir. É dever em cima de dever e vai a mulher cumprindo um por um mas tendo como objetivo encontrar o prazer de casa!
O prazer vem da música que escuta, que canta, que preenche sua vida. Vem da poesia que vai mudando de rima transformando amor em flor.
Vem das horas que passam cheias de conversas com amigos, filhos, netos.
A mulher tem dever que busca prazer. Aprendeu a lição de casa, fez o dever certinho e recebeu a nota dez! Sai diplomada não mais em matéria de sofrer, diplomada em viver em paz consigo mesma, olhando o espelho sem medo das rugas, olhando o relógio sem medo do amanhã.
Século XXI de mudanças onde a mulher olha para trás e sente orgulho da sua história e quer contá-la adiante para que as meninas que estão crescendo na bela transformação de ser mulher saibam olhar o mundo com cuidado e saibam cuidar de si próprias e saibam sorrir para a vida.
O Dia da Mulher deve ser festejado com carinho e reflexão.
Que os abraços sejam dados e recebidos com a liberdade que braços abertos sugerem. Que abraços sejam laços... nunca nós
!


Escrito por Mabel Velloso às 11h10
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Em que as mulheres são melhores que os homens?

Adão e Eva lá no Paraíso. Qual o melhor dos dois? Ali gozando das delícias celestes para que a tentação de comer o fruto proibido e nos deixar a procurar culpa em um, em outro. De lá por certo vem a pergunta: qual o melhor dos dois? Em que as mulheres são melhores que os homens?
Século XXI e até hoje não se tem resposta.
Na minha vida de crenças e descrenças a “maçã” não teve importância.
Homem e mulher exemplos na minha caminhada foram Zeca e Canô, meus pais, que passaram para mim o pecado original e ensinaram-me a viver sem pecados.
Pensando em homem e mulher eis que os dois tomam a frente das minhas observações e vejo que um não é melhor que o outro. Se um é bom o outro é também.
Em casa se um é a cama o outro é a mesa, um é toalha outro lençol. Xícara e prato, taça e copo, feijão e pão, água e azeite, chão e teto, porta e janela.
Vou brincando com as palavras e vejo, sinto em cada uma o cheiro da sopa ou do café servindo de alimento para minha alma.
Homem e mulher unidos pelo amor não desobedecem, não temem as serpentes, jamais serão expulsos do paraíso.
Tentando encontrar uma resposta plural não tenho sucesso. Para mim homem / mulher/ Zeca / Canô é singular. Criaturas felizes que espalham felicidade.



Escrito por Mabel Velloso às 10h55
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TERNO DE REIS 2009

São Francisco
Vinicius de Moraes

Lá vai São Francisco pelo caminho
De pé descalço tão pobrezinho
Dormindo a noite junto ao moinho
Bebendo água do ribeirinho. 

Lá vai São Francisco de pé no chão
Levando nada no seu surrão
Dizendo ao vento bom-dia amigo!
Dizendo ao fogo saúde, irmão! 

Lá vai São Francisco pelo caminho
Levando ao colo Jesus Cristinho,
Fazendo festa no Menininho,
Contando histórias pros passarinhos.

          

Terno de Rei - 2009

Sol brilhante para o dia
Lua cheia a noite tem
Nosso Terno canta alegre
Desejando paz e bem

São Francisco, Santa Clara
Clareiam nosso caminho
Derramando em nossa Terra
Muita paz, muito carinho

Irmão Sol e Irmã Lua
Brilham e cantam com emoção
Espalhando Paz e Bem
Para cada coração

Nosso Terno que é cantado
Pra Canô se alegrar
Traz Estrela, Sol e Lua
E Santo Amaro iluminar

Pelas ruas cantaremos
Nesse Terno de amor
Falando de paz e bem
E da força de Canô 

Se no céu tem Sol e Lua
Cá na Terra tem amor
Que se espalha pela rua
Com as bênçãos de Canô 

Sol e Lua, Clara e Chico
Derramando claridade
São cantados neste Terno
Com muita felicidade 

Olhe a Lua tão brilhante
Olhe o Sol a aquecer
Este Terno tão bonito
Pra Canô é bem querer 

Nosso Terno brilha mais
E fala com segurança
Ter Rodrigo Secretário
É sinal de esperança 

Santa Clara, São Francisco
Sol e Lua, noite e dia
Protegendo nossas vidas
Neste Terno de alegria.



Escrito por Mabel Velloso às 14h56
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FELIZ ANO NOVO!

Com as bençãos do Senhor do Bonfim
e de Nossa Senhora da Purificação,
abraço todos vocês, desejando um FELIZ 2009!



Escrito por Mabel Velloso às 15h57
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FELIZ NATAL!

PARTE I  

1 - Vamos fazer uma festa de Natal como minha avó fazia.
2 - Já sei. Muitos presentes, doces, muita comida!
1- Nada disso. Na casa de minha avó o principal é armar o Presépio.
3 - Presépio? O que é Presépio?
1- Você não tem avó? Toda avó ensina o que é presépio.
3- Lá em minha casa a onda é outra. Armam é Árvore de Natal, bem grande cheia de luzes, e muitos presentes para toda família.
1-Árvore é um símbolo muito bonito que também é usado nas festas de Natal, mas o mais importante é o Presépio que representa o lugar onde nasceu Jesus Menino.                             
3- Isso é muito careta!
1 - Você não gosta de olhar o seu retrato deitado no berço? Em sua casa os retratos não mostram até o Hospital onde você nasceu? O Presépio é como retrato... Quando Jesus nasceu não tiraram foto, mas os pintores representaram nas telas a gruta onde Nossa Senhora e São José se abrigaram para Jesus nascer. O Presépio mostra isto.
4- O Presépio repete a cena do nascimento do Menino Jesus. Simboliza a vinda do nosso Salvador. Representa a chegada de Deus à Terra.
3 - Vocês gostam de um Natal Careta! O meu é receber  bicicleta nova, roupas novas, firmeza! Ta sabendo?
4- Calma cara, os presentes poderão vir depois. O que estamos querendo fazer é uma festa de agrado para o Menino de Belém
3- Belém do Pará?
4- Você quer perturbar ou é ignorância seu papo?
1- Deixe ele pra lá. Vamos cuidar da nossa festa. Peguem as figuras na caixa, peguem com cuidado porque são de louça.  
5- Aqui está Nossa Senhora, a primeirona!
1-Primeirona mesmo! Você acertou, sem Ela não haveria Natal. Ela foi escolhida para ser a Mãe de Deus, Mãe é sempre a primeira!
2 - Como vamos arrumar?
1- Aqui está a manjedoura. Cada um vai colocando as figuras lado a lado.
6- Achei são José. Aqui está um lugar bom para Ele, perto de Maria.
5- Ótimo, é sempre junto de Maria que São José deve estar.
3 - Que viagem de vocês! Estou achando um arraso! Vocês brincando com as figurinhas como se fossem gente. Arrumando uma família...
2 - É a Sagrada Família: Jesus, Maria, José. Deixe de ser aborrecido. Se você não quer ajudar não atrapalhe nem fique fazendo gracinhas.
3- Só estou tirando um sarro...Mas estou me interessando com essa onda de Presépio. Lá em casa a velharia nem curte essa, estou achando legal. Uma Família certinha...
2- Vá pegar umas folhas de pitanga para dar um cheiro de mato, pegue também folhas de São Gonçalinho...
3- Até folha vocês escolhem com nome de Santo!... Senti firmeza.
5- Deixe de ser chato!



Escrito por Mabel Velloso às 14h36
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PARTE II


4 – Aqui estão os Pastores e os carneiros.

5 – A vaquinha e o burrinho onde coloco?

1 – Atrás de Nossa Senhora, os dois serviram para aquecer porque a noite em que Jesus nasceu fez muito frio.

3- Espalhem as flores e as folhas com carinho. Preparem o colchão de palhas para o Deus Menino.

2- Coitado, colchão de palhas... Um Menino tão Bonito! Ele merece uma cama box...

5 – Deixe de irreverência!  

1- Vamos colocar aqui o Menino Deus aqui.  Ficou lindo!

4 – Vocês esqueceram a estrela. Minha avó disse que foi ela quem mostrou o caminho de Belém aos Reis Magos. Vou botar bem aqui em cima.

5 – Aqui estão os Reis. Um trouxe incenso, outro mirra e o outro trouxe ouro...

4- (cantando) “ O Primeiro trouxe ouro para  Seu trono dourar, o Segundo trouxe incenso para Seu trono incensar, o Terceiro trouxe mirra por saber que era imortal”

1 - Tão bonito cantar junto à Lapinha...

3- O que é Lapinha?

1-É o mesmo que Presépio. Fale menos e ajude mais. Pegue as velas e acenda. A luz nos faz lembrar que Jesus é a luz do mundo. Tomara que Ele ilumine sua cabeça e seu coração.

6- A vela tem que ser vermelha, é o símbolo do amor que deve existir entre nós.

2 – Aqui está a Coroa. Minha avó disse que o círculo representa a eternidade. Tem que ser verde para lembrar a esperança. É chamada Coroa do Advento.

 4- Onde está o galo?

3 - Tem um galo?

4 - Fica na frente. Ele cantou na hora em que Jesus nasceu.

5 – E o sino? Procurem o sino. Temos que lembrar que o sino toca chamando a atenção da hora em que nasceu o Deus Menino.

1- Arrumem um Cartão de Natal e coloquem ao lado com votos de “Feliz Natal para todos”. Faça bem bonito, colorido e com letra grande para poder ser lido por todos.

3- Tem coisa muita! Mas está tudo ficando legal! Vocês estão abalando na presepada!

1- Olhe o respeito. Não é presepada!!! É Presépio.

3 – Desculpem. Foi ruim... Estou me encantando com a beleza do jeito de armar Lapinha, Presépio etc. e tal!

4 – O primeiro Presépio foi armado por São Francisco de Assis no ano de 1223 na cidade de Greccio na Itália. Foi ele o primeiro a criar a cena viva do nascimento do Salvador do Mundo.

5 – Olhar o Presépio nos dá tanta paz... Pastores tocando, carneiros quietos observando a magia do momento. Os Reis chegando e ajoelhando em frente à manjedoura... É tudo simples, singelo e comovente.

1- Pronto, está cada coisa no seu lugar. Tudo como vovó sempre fazia. Quando ela chegar vai ficar feliz com o resultado das suas lições de bem querer que nos passou.

Todos – Está lindo. O nosso bem querer por Deus Menino está presente em cada detalhe.

3- A finalização deu um “tchan” especial. Vocês querem saber de uma coisa? Estou me amarrando nessa de armar Presépio... O Santinho está com um olhar tão cheio de dengo...

Me arrastou. Entrei na Dele! Vou armar um presépio lá em casa.
1-  Que bom! Tomara que outras pessoas que não sabem armar Presépio olhem para este que armamos com tanto carinho e se “amarrem” nessa demonstração de amor a Deus Menino.

4 – Vamos cantar uma Canção de Natal? No Presépio tem sempre cântico e louvor. Vamos cantar para alegrar o Menino Jesus. Vamos cantar na música do Parabéns pra você.

Todos - “Parabéns Deus Menino

                Que nasceu pobrezinho

                Te dou meu coração

                Para ser Teu bercinho.”


 

[Trabalho desenvolvido junto aos Miúdos da Ladeira]



Escrito por Mabel Velloso às 14h33
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NATAL

A festa do Natal está chegando e os adultos estão cheios de compromissos, horas marcadas para compras, viagens, encontros. Mesmo com o dinheiro curto, medo das bolsas em queda, todos curtem dar e receber presentes. Dezembro passando e as cabeças pensando nas festas de fim de ano, no décimo terceiro salário que vai ajudar a fazer mais compras...

Tempo curto, não se pensa no verdadeiro motivo do Natal. O presépio esquecido numa caixa empoeirada e no coração de muita gente. O Deus Menino acordando na lapinha, esperando os Pastores e os Reis Magos, nos esperando. A Estrela brilha indicando o caminho, mas não se tem tempo de olhar o céu. As ruas estão cheias, mas os corações vazios. O relógio marca horas apressada- mente. As pessoas andam como as horas.

Do alto os Anjos cantam louvores, mas o barulho das ruas, não deixa que suas canções sejam ouvidas. Os sinos batem alegres chamamentos, mas as buzinas dos carros atrapalham os seus repiques.

É Natal e a noite chega sem reza, sem paz, sem aconchego. Muitos compromissos espalham as famílias.

No computador chegam votos de Feliz Natal em cartões musicais. O tempo corre. Aproveitando a internet jogo na tela, como num jogo inocente o endereço: www.meninodeus.com.br .

Que endereço! Tento inventar uma mensagem. O coração bate na inocência que parecia perdida. Porque é Natal a criança escondida no adulto apressado toma a frente e dita a frase bonita: Hoje é Natal e eu penso em meu Menino Deus, tão bonitinho. Ajude-nos! Mande-nos Feliz Natal! Feliz 2009!

Como despertando de um sono pesado vejo a frase na tela do computador. Já não sabia mais falar com Deus, chamá-lo de "Meu Menino" como num tempo distante. Mas ali está escrita de forma bem clara a revelação do meu pensamento, a confissão simples e sincera jogada na tela: penso em Você, Menino Deus

O passado parece voltar correndo, trazendo todo um ontem de paz. O repicar dos sinos cresce, passa por cima do barulho dos carros, invade a sala. Pela vidraça entra uma luz que vai piscando e por trás dela surgem Anjos. O cansaço, as preocupações, o nervosismo que enchiam a sala desaparecem. O ambiente vai se transformando. Os Anjos começam a brincar nas teclas do computador. O Anjo da Bondade, muito risonho, espalha gestos simples para cada dia futuro. O Anjo da Paciência recosta-se confortavelmente numa cadeira e fica ensinando que o amor gera paciência. O Anjo da Alegria cantarola muitas canções e espalha riso e força em toda casa. O Anjo do Amor, maior de todos, derrama carinhos, abraços, beijos, ternura sem fim. O Anjo da União junta as mãos e procura mostrar que a união nos faz fortes. Cada Anjo com gestos, canções, palavras vai mostrando que a vida pode ser melhor. O Anjo da Paz abraça tudo e todos e silenciosamente voa até o jardim, pula o muro, espalha sua luz pela rua, pelo bairro, pela cidade. Desce o rio, encontra o mar. Vai longe... Ele sabe que o mundo precisa de paz!

O relógio bate meia-noite e o tempo parece não ter mais pressa. Tudo vai ficando serenamente azul. As luzes enchem os corações. O Natal Feliz invade o mundo. Todos recebem a resposta da mensagem enviada ao Deus Nascido.

Um brilho novo abre um e-mail. Nova mensagem diz: Responder ao remetente. De meninodeus@.com.br para Você. Com cópia para todos que você ama. Paz e bênçãos em todo Ano que vai chegar.



Escrito por Mabel Velloso às 11h56
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POEMAS DE NATAL

Por Mabel Velloso

Natal é festa que cheira a fruta
Que cheira a folha, que cheira a flor.
Natal é árvore cheia de risos,
Cheia de sonhos, cheia de amor.
Natal é vela, brilhante, acesa,
Dentro da gente e sobre a mesa.
Natal é mesa muito comprida
Cheia de gente, cheia de vida.
Natal é casa com reza e fala
Com um presépio no fim da sala.
Natal é alma, tranqüilidade,
Natal é festa, mas é saudade.

 
Lembrando
Papai Noel, por que desaprendi
Que você existe?
Por que, se a descoberta
Me faz triste?
Ó meu presépio, quanta saudade
Do Deus Menino tão Bonitinho
Envolto em folhas da pitangueira
Que se cortava pelo caminho.
A estrela solta no céu brilhava
E me fazia acreditar
No Deus Bondade
Que vinha à terra
-Toda enfeitada, pra nos salvar
Tantas lembranças
Acordam em mim
E eu fico triste todo Natal
Ouvindo o sino com seu badalo
Anunciando: Missa do Galo
É meia noite,
Eu tenho medo de ficar só
Com a mesa posta.
E meu segredo se apresenta
Com essa forma de ansiedade...
Eu rezo e peço um só presente:
Quero ficar sem ter saudade.

 
Desejo de Natal
Eu queria crer em Papai Noel
Em seus presentes, em suas promessas.
Eu queria ainda por meus sapatos
Cobertos de ilusão e esperar
As prendas que sonhei em vão.
Eu queria dormir mais cedo cada Natal
E esperar o galo cantar de madrugada
Para eu levantar correndo, alvoroçada
E encontrar o presente que pedi.
Eu queria ser criança ainda
Acreditar no bem da humanidade
Ficar feliz com uma boneca que chora
E não chorar, como agora, de saudade. 

 

Natal
O Natal vem chegando iluminado
De desejos, sonhos, esperança.
Cada pessoa sente uma vontade
De ser e de viver como criança.
Ter o coração limpo, contente
Saber cantar roda de bonança
E acreditar no mundo, em toda gente.
Perder o medo das guerras, dos conflitos
Olhar a vida com olhos só de amor
E só chorar por não ter presentes
Embrulhados em papéis bonitos
Ou quando um arranhão na pele causa dor.
Bom chorar tendo quem console,
No colo encontrando afago e dengo
E seguir a vida com alegria
Despertando como se o Natal
Fosse para nós sempre, todo dia...



Escrito por Mabel Velloso às 11h52
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