LANÇAMENTO!



Escrito por Mabel Velloso às 14h23
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Biografia de Irmã Dulce

http://www.loja.callis.com.br

 



Escrito por Mabel Velloso às 11h10
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Crônica para a Revista Veja

Mabel Velloso

 

Está na mesa!

 

A voz de minha mãe continua se espalhando pelos quatro cantos da casa: Está na mesa! Chamem os meninos!

Os meninos todos já de cabelos brancos chegam e repetindo o tempo no tempo, falam alto, escolhem os seus lugares, desviram os pratos, olham com agrado a Mãe Centenária que os acolhe com sorriso aberto.

A toalha bem engomada já sabe que após o almoço estará manchada dos caldos azeitados que sempre respingam.

O sabor e o saber estão servidos. Saber que vem da fala de minha mãe e se derrama sobre os filhos, os netos e os bisnetos que uma mesa só já não comporta. Na varanda outros lugares para os menores, os mais velhos com direito à mesa da sala.

Na minha infância a hora melhor era aquela das refeições, todos juntos falando ao mesmo tempo. Meu pai e minha mãe na cabeceira pedindo que falássemos mais baixo, dando a educação que eles tinham.   

A mesa cheia de gente e de pratos não sabia fazer silêncio.

A lembrança de meu pai permanece viva no saber de minha mãe, em nossa saudade. O feijão de leite com moqueca de tainha traz esse sabor. Descobri com o passar do tempo que saudade tem cheiro, tem gosto.

Muitas toalhas foram colocadas sob os pratos e correram para o tanque. Muita coisa o tempo lavou e levou, mas muita coisa ficou em cada um de nós. O cheiro espalhado pela fumaça nascida do calor de cada iguaria servida. O rosto de minha mãe bem novinho querendo que todos comessem bem. A preocupação com a falta de apetite: Esse menino só pode estar doente! O cuidado em seguida, a comida dada na boca. Aquela forma carinhosa nos fazia fingir inapetência para receber também as colheradas de sopa na boca. Quanta lembrança! Dá água na boca...

A mesa era almoço, era aula. Minha mãe sempre nos deu lições mostrando que “vale mais uma pitada de exemplo que um punhado de conselhos”. Faz o certo e nos leva a proceder assim.

Aproveitou sempre o tempo que nos reunia na mesa e ensinou Catecismo, nos deu pedaços da Bíblia nas fatias de pão, na divisão das postas de peixes. As parábolas de amor ali, na mesa comprida foram entrando em nossos corações. Sem perceber aprendíamos a amar sendo ama-dos.

A tradição nos chegava no gosto, no gesto. As terrinas de pirão escaldado, as farofas de água, de mel, de azeite nos contavam os dias mais longe.

Nos dias de festa a mesa era enfeitada como moça bonita! Até laço de folhas nas saladas eram arrumados. Frigideiras de repolho, maturi, siri, caranguejo, camarão se espalha-

vam em assadeiras que serviam de aperitivo à nossa gula.

Nossa mesa sempre foi um ANTI-SPA. A maniçoba sem-pre deixada por último por ser o prato preferido da maioria

chegava derramando na sala, na varanda, no corredor o re-

cado cheiroso das folhas e das carnes defumadas. A farinheira cheia de farinha fina e bem branca ficava esperando a hora alegre de se misturar aos caldos. 

Comer, beber são coisas de Deus! Quem diz que gula é pecado não estudou no Catecismo de nossa família. Ter prazer, dar prazer não pode ser pecado. Comer de mão como índio, como escravo, é liberdade deseducada que nos leva ao passado. Talheres depois num requinte necessário. Tudo é bom na mesa, em volta da mesa, em volta da gente.

Olhar o cálice pequenino cheio de vinho do porto que é sorvido por minha mãe é uma bênção que serve de amparo para cada um de nós. Fazer um brinde à mesa e a casa sempre fartas é hábito que carregamos. “Saudemos à nossa mesa / que é da nossa obrigação / se assim fora / se assim não fora / saudemos de copo na mão.” Até os que não são cantores entoam com harmonia a saudação.

Em nossa casa muitas vezes a poesia é misturada a um pedaço de lombo ferrugem. Ferrugem do tempo que não corroe a alegria. Risos e falas se entrelaçam e o apetite cresce na folia em que se transformam os almoços lá de casa.

Muitas vezes Santos e Orixá são lembrados. Caruru para São Cosme e São Damião, feijoada para Ogum, mingaus para Nanã, pipocas para São Roque e São Lázaro, mesas com azeite de dendê, mesas brancas, frutas para Caboclos. O sincretismo derramado nos dias de festas, em qualquer dia.

As sobremesas nas compoteiras adoçando cada pedaço de vida: Ambrozia ou toucinho do céu? Os sorvetes feitos em casa, no congelador servidos com fatias de bolo. Os Abafa-Banca feitos para agradar os meninos derretendo nos palitos. Pirulitos de mel ou de queijo enrolados no papel manteiga distribuídos para ser tudo como antiga- mente. As amodas com um gostinho de gengibre ardendo um pouco, ajudando a fazer a digestão.

As risadas dos bons momentos servem de cobertura no “bolo” em que nossa mesa se transforma sempre.

Depois de tanta fartura de doces e salgados cada um sem se preocupar com calorias recebe o carinho caloroso de toda aquela gente que arrodeando a mesa dá a ideia de uma brincadeira de roda quando de barriga cheia, sem remorso, sem medo de engordar canta: “Bote aqui o seu pezinho, bote aqui juntinho ao meu e depois não vá dizer que você se arrependeu”.



Escrito por Mabel Velloso às 16h27
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Mabel Velloso participa do Nordeste Gourmet Bahia



Escrito por Mabel Velloso às 15h47
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“Esboço para palestra. Mesa redonda sobre Bullyin” - 09 /09 /2010

BULLYNG
Mabel Velloso

1 - Minha Jangada de Caymmi chamando os companheiros / Paz
2 - Não conhecia a palavra bullyng, conhecia o fato. Muito cedo entendi que magoa profundamente. Bullyng superioridade que intimida alguém.
3 - Meu tempo de Escola: pirraça, arrelia, caçoada. Ouvi contar que Noel Rosa, se vivo fosse completaria este ano 100anos / aos seis anos sofreu muito na Escola porque os colegas o chamavam Queixinho. Bullyng de 94 anos!  
4 - Freiras diziam: para pirraça tenho a receita e o remédio – castigo
5 - Aprendi: bullyng foi usado o termo pela 1ªvez em 1978 pelo norueguês Dan Olwens
6 - Bullyng é: agredir, ameaçar, assustar, maltratar, oprimir, intimidar, desrespeitar, rejeitar, excluir, ofender, insultar, perseguir, humilhar, chantagear – Verbos que não se devem conjugar!  
7 - Agressões: verbal – física – racial – sexual – social. Gera medo, insegurança, angústia, insônia, dor de cabeça, vômito, diarréia, nervosismo, mágoas, traumas.
8 - Ciberbullyng – meios eletrônicos > celular / internet
9 - Fatores: individuais / familiares / escolares / profissionais
10 - Desigualdade de poder – forte / fraco  -  valente / mofino
11 - Pesquisas: Suécia 1970. Noruega 1980. Brasil já é campeão em Bullyng – Taiúva / São Paulo: adolescente magoado se matou atirou nos colegas e em uma professora (“Vinagre de maçã” Gordo “Baleia Rosa” “Bola” Remanso Bahia – adolescente mata um colega e a secretária do Curso de Informática. Petrolina – adolescente asfixia uma colega de 13 anos por conta de  Apelidos Peruca numa festa em Santo Amaro “Chulé” aluno que quis abandonar a Escola por conta do apelido
12 - 3ª a 8ª séries (13, 14 anos)
13 - Estados Unidos – 37 tiroteios ocorridos em Escolas atribuídos ao Bullyng
14 - Síndrome dos maus tratos repetitivos.
15 - Salomão: A correção e a disciplina são os caminhos para a vida
16 - Agressão > brincadeira covarde
17 – Pais e professores
18 – “Mais vale uma pitada de exemplo que um punhado de conselhos” / “Palavras comovem, exemplos arrastam”



Escrito por Mabel Velloso às 16h42
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e-mail para Nossa Senhora

endereço: nossasenhoradoceu@coraçãoazul.com.fe
de
mabelvelloso@maio2010.com.esperança
 

É maio outra vez! Outro Mês de Maria! O ano passou correndo e maio nos chega com cânticos e preces. Aqui mais uma vez reunidos para louvar e bem dizer. Novamente rezamos juntos pedindo e agradecendo. A Capela da Vila Militar cheia de fiéis. Padre Clarindo nos animando a rezar e a confiar em Deus. Os cantores dizendo com música  versos de amor para Nossa Senhora. Aqui estou mais uma vez alegre por ter sido lembrada, convidada para rezarmos juntos.

Leio sempre a Bíblia e me dou conta que nada melhor do que repetir o que ela nos ensina nas epístolas, salmos, evangelhos. São muitas as lições de amor. Gosto de ler, de reler suas páginas mas o que mais gosto mesmo é de conversar com Deus. Gosto de rezar reza inventada por mim onde peço e agradeço falando do que me alegra ou me entristece. O que digo sei que Deus ouve.

O que mais acalma o meu coração é falar com Nossa Senhora. Pode ser em frente ao altar, olhando a medalha que carrego no pescoço, ou de olhos fechados pensando no azul. É o jeito de rezar que mais gosto. As melhores conversas tenho com Nossa Senhora. Minha alma fala e sempre tenho a impressão, tenho a certeza que Ela me escuta, me desculpa, me consola, me entende. Agora com a moda do computador de vez em quando mando um e-mail para Nossa Senhora. Brinco de envi ar mensagens de carinho. Volto a ser criança e desenho corações e flores para colorir a tela. Conto segredos, peço desculpas, narro contos histórias que me contaram ou que inventei. Enviar e-mail com destino tão bonito me faz feliz. As teclas parecem brilhar esperando meus dedos, esperando as letras que saltam e de mãos dadas formam  palavras que envio com alegria e esperança. Inventei um endereço eletrônico: nossasenhora@coraçãoazul.com.fé Remetente: mabelvelloso@maio2010.com.esperança.

Nossa Senhora, meu e-mail de maio queria que fosse mais alegre. Leve mensagem colorida como o arco-íris, mensagem clara como a noite de hoje - de lua cheia. Mensagem fresquinha como as águas que jorram das nascentes. Desculpe a preocupação que surge entre linhas, entre os pontos que só deveriam ser de admiração porque mensagem de filha para  Mãe só deve ter pontos de admiração e respeito. Desculpe a intimidade desta filha que teima em ser criança toda vez que olha para o seu altar.
A Terra está cheia de problemas e não posso deixar de falar neles. São tantos! Em cada esquina, beco, praça, casa, escola espalham-se tristezas. As crianças estão tendo uma infância mais curta. Os pais estão sem tempo. O colo, a mão, o agrado estão vazios. O choro corre procurando amparo e fica envergonhado por não encontrar consolo. Os brinquedos de roda estão calados. O dar a mão, fazer a roda, tirar um verso, cantar para ninar está tudo lá longe... Os aparelhos de CD cantam mais alto, os carros abertos gritam! Empinar arraia está proibido, os fios elétricos são muito mais fortes que as linhas dos papagaios coloridos. As gangorras quase não existem, e as que existem balançam sozinhas, silenciosas, sem o riso, o barulho da alegria. Ninguém brinca mais. Acabaram-se os quintais, a picula, o baleado...  Brincar de soldado  “ marcha, marcha companheiro, marcha, marcha bem ligeiro” é agora uma brincadeira guardada num tamborzinho de saudade.

Os meninos crescem tão ligeiro, tornam-se soldados de verdade, colocam o quepe sem ter usado o chapeuzinho de papel, sem ter repetido: “marcha soldado, cabeça de papel”. No Quartel real não há tempo de cantar.  O dia começa com o toque da corneta chamando para o trabalho. O chamado para brincar está lá longe, escondido na lembrança, na gaveta da saudade.

Sabe, Nossa Senhora, hoje já se brinca de matar... O medo faz parte do brinquedo.Vendem nas lojas revólveres e metralhadoras para que a criança aprenda a brincar de guerra. Poucas pessoas ensinam a brin- car de paz, a desenhar mar tranqüilo, céu sem nuvens. A criança torna-  se adolescente sem esgotar o prazer de ser criança. Depois de adulta, sem ter retorno, encontra uma velhice vazia onde a cadeira de balanço não embala. Acorda, maltrata, recorda...

Nossa Senhora,venha nos ajudar a envelhecer em paz e com alegria.

Faça-nos descobrir a brincadeira de crescer feliz, de envelhecer feliz.

Receber cabelos brancos com sorriso, sem medo das rugas, sem medo do tempo, sem medo do espelho. Que a vida nos leve sempre como quem brinca. Brincar de ser mãe, brincar de ninar bonecas, fazer cozinhados, batizados, lavar caxixis, empinar arraia, puxar carrinhos, jogar bola.

Nossa Senhora está chegando o tempo da Copa do Mundo. A bola está em todas as vitrines, as cores verde/amarelo espalhadas em todos os cantos. Cada rua virou um campo e só se fala em gol, em vitória, em hexa-campeonato. Como se outros navios negreiros partissem por alto mar todos desejam ir à África do Sul para enfrentar os times rivais. Os jogos se anunciam com bandeiras de cores diversas e o desejo de vencer contamina mais que a gripe e a meningite.  

Aqui na Terra o valor da bola cresce, o sonho de vitória contagia a todos. A trave se abre como a boca do sapo quando soube que ia ter festa no céu e gritou eufórico: OBÁ! OBÁ! Até que alguém explica: 

Vai ter festa, mas só entra na festa quem tem boca pequena e o sapo tristemente entende que não vai entrar na festa e encolhe a boca e diz: que injustiça! Muitos estão como o sapo olhando as Televisões sabendo da festa sem poder participar, a repetir injustiça...injustiça...

Olhar a TV do vizinho, com a barriga vazia, sem força para gritar GOL! È justo minha Senhora, uns com tanto, tantos sem nenhum?

Peço que desculpe meu pedido direcionado a futebol, a bola, a gol mas é que a maioria anda sem alegria e quando o mundo vira um grande estádio o gol levanta a arquibancada, levanta quem olha de longe ou espia na televisão da porta do bar. É para esses que eu peço o prêmio, a taça, a vitória. Peço Nossa Senhora que o Brasil seja contemplado com um gol de saúde, de paz, de educação. Que o “crac” não destrua a juventude. Que surjam craques, que se espalhem, se multipliquem, os craques da bola, da disciplina, da força para o bem.  

O povo está precisando de alegria, cansado de tanta injustiça. Perdoe-me pedir para a Senhora torcer pelo Brasil, mas Seu coração é tão bondoso que vai entender meu pedido.   

Meu sentimento, meu pressentimento é de vitória para nossa Terra tão tristinha. Queria ter a vara de condão e trazer com ela as bênçãos para as bandas de cá. Já que escolheram um Dunga para técnico ajude que nossa gente humilde se torne como a Branca de Neve e encontre  bondade nos donos da bola, que ninguém pegue em maçãs envenenadas que a bruxa malvada vá para longe e possamos ser vitoriosos.

Nossa Senhora, este e-mail realmente é para pedir uma vida mais feliz para todos nós. Ajude-nos a nos encontrarmos com os amigos para torcermos juntos, para lutarmos juntos por um Brasil melhor.  Que as cores verde/amarelo nos unam, que tenhamos tempo de rir ou chorar juntos. Outra coisa Nossa Senhora, que a gente possa se unir mais para torcer pela paz, pelo bem. Que cada coração se torne um campo onde a alegria brote e se transforme em gol bondade, longe de vícios, longe de derrotas.

Que sejamos agradecidos aos atletas que no suor da camisa, deixe o amor por nossa terra, deixe a alegria para nossos corações. 

Desculpe nossa Senhora eu rezar pedindo gol. Mas é maio, cantamos a Ladainha, rezamos o terço com agrado pedindo felicidade para o mundo. A vida é misturada e a felicidade para nós é também assistir um gol de vitória.   

Por favor faça um laço verde / amarelo nas famílias. Um laço de ternura, de bem querer, de desejo de triunfo. Tenho medo das famílias se perderem no turbilhão que está a vida. Quem sabe com a Copa do Mundo o mundo encontre paz?  Famílias se unam, se reúnam para assistir dribles, pênaltes, chutes e se abracem nas horas de gol?

Maio, mês delicado de Oferta de Flores e Benditos Sagrados, enquanto rezamos por todos, por tudo, peço também pelo Brasil e que  no mês de junho quando começarem os jogos caiam do céu gols de bênçãos para o pais inteiro, para seus rios, seus mares, suas praças e becos.

Nossa Senhora, perdoe-me a mistura de pedidos e entenda o meu coração pidão... Olhe com bondade para todos nós e nos proteja. Proteja principalmente os meninos e meninas que estão começando a viver e não sabem que o verde e o amarelo estão desbotando... Tempo de Copa é bom porque as cores reaparecem.

Ruas cobertas com as cores da bandeira, camisas de bem querer vestindo cada torcedor.

Vamos lembrar que o arco-íris nos pertence e que Deus o fez para a nossa felicidade.

Senhora Minha, roga por todos nós e nos faça ter esperança e confiança no amanhã mesmo que o hoje se apresente com cara de “bicho papão” em cima do telhado. Que nos jogos de nossas vidas o Juiz Maior nos ajude a não cometer faltas, que nos livre dos cartões vermelhos, que jamais sejamos expulsos do campo.  

Abençoe o time que lembrando arco e flecha deseja ardentemente atirar na direção certa. 



Escrito por Mabel Velloso às 11h37
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Minhas Filhas

Poema extraído do livro "Pedras de Seixo"

 
Jovina, Clara, Isabel
Das alegrias da vida
a alegria maior
foi parir minhas meninas.
 
Dos cuidados da vida
o cuidado maior
foi criar minhas meninas
Dos receios da vida
o receio maior
ver crescer minha meninas.
 
Das tristezas da vida
a tristeza maior
ver chorar minhas meninas.
 
Das esperanças da vida
a esperança maior
ver viver minhas meninas.



Escrito por Mabel Velloso às 11h37
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Mabel Veloso no Encontro com o Escritor

Escritora participa de duas sessões do projeto, uma na Biblioteca Pública do Estado (29/04) e outra na Escola Municipal Cidade Nova (04/05)

A Fundação Pedro Calmon / Secult, através da Biblioteca de Extensão, convidou a escritora Mabel Veloso para participar do Projeto Encontro com o Escritor, que será realizado no dia 29 de abril (quinta-feira), das 14h às 17h, no auditório da Biblioteca Pública do Estado (Barris), com a presença dos professores da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) Orla. Já no dia 04 de maio, acontecerá o segundo encontro da escritora, com a participação dos alunos das Escolas do CRE Liberdade, na Escola Municipal Cidade Nova (Rua Wanderlei Almeida, 115, no final de linha da Cidade Nova). Participarão da atividade os alunos das escolas Professor Augusto Champloni, São Judas Tadeu e Pau Miúdo. Os encontros são abertos ao público.

Autora de livros infantil, contos e poemas, Mabel Veloso fará uma abordagem especial para pais e professores, falando sobre o prazer da leitura na sala de aula e no dia-a-dia. “No primeiro encontro, vou falar para os docentes as maneiras de como atrair para as crianças a vontade de ler, despertando-os para uma leitura com prazer e não como dever, obrigação”, pontua a escritora. No segundo encontro, voltado para os alunos, Mabel diz que contará histórias e falará sobre seu processo criativo. 

Mabel Velloso - Educadora,  escritora, compositora e cordelista, nascida em Santo Amaro da Purificação. Filha de José e Claudionor (Dona Canô) Viana Teles Veloso, é mãe da cantora Belô Velloso, irmã da cantora Maria Bethânia e Caetano Veloso. Mabel também compõe e muitas de suas músicas ja foram gravadas por sua filha, Belô, e por sua irmã, Maria Bethânia. Com cerca de 30 livros publicados, destacam se: Caetano Veloso. Editora Moderna, 2002; Gilbarto Gil. Moderna, 2002; Irmã Dulce. Callis, 2005; Medo do Escuro. Paulinas, 2007 e O Sal é um Dom: Receitas de Mãe Canô. Nova Frinteita, 2008.

O Projeto Encontro com o Escritor consiste em uma aproximação interativa entre escritores baianos e leitores para troca de experiências e vivências, através de encontros mensais despertando o hábito pela leitura nos freqüentadores, proporcionando condições básicas para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais.

 

Mais informações: (71) 3116-6918/6919

www.fpc.ba.gov.br



Escrito por Mabel Velloso às 15h54
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Fotos do Bahia Gourmet



Escrito por Mabel Velloso às 14h01
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http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos+paladar,na-bahia-sem-acaraje,3229,0.shtm



Escrito por Mabel Velloso às 16h13
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Santo Antônio

Rezar a Trezena de Santo Antonio é reunir amigos para pedir e agradecer, acendendo velas, colorindo altares, incensando a casa de esperança e fé.
Sobe o incenso, precioso aroma do nosso bem querer, levando os pedidos, as preces, os louvores. 
O Santo no alto espera bondoso as preces cantadas com risos e flores.
Rezar Santo Antonio é buscar lá, bem longe, os Benditos bonitos que os nossos avós cantaram por nós. É olhar cada vela e buscar na chama o bem, a alegria para quem se ama. É dizer o Responso com toda certeza que o que perdemos será encontrado.
É saber que as Trezenas trazem para os corações um bom namorado. É cantar Ladainha, desentoando por certo na melodia, mas no tom da certeza de que Santo Antonio roga por nós.
É ter mesa farta de pão, de doces licores porque todos sabem do vinho da alegria.
Rezar Santo Antonio em Trezena bonita é lembrar as virtudes do Santo querido e em cada noite pedir que nos leve a seguir os Seus passos. É ter altares acesos, perfume de flores, fumaça subindo falando de amores. É reza bem simples “cantar” Santo Antonio e Deus Se alegra porque as honras que ao Santo se faz revertem em verdade para a glória de Deus nosso Pai.    



Escrito por Mabel Velloso às 11h29
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Santo Antônio rogai por nós!

 



Escrito por Mabel Velloso às 16h36
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Amor de Maria

Capela dos Dendezeiros - Maio, 2009

Mabel Velloso

Mateus 22-34,40 - O verdadeiro discípulo segue o espírito da Lei do Senhor. O maior Mandamento da Lei é: amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma. Amar é o primeiro mandamento. É a Lei primeira. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Quem teve amor maior que Maria? A dimensão do Seu sim nos faz pensar em Seu desmedido amor. Numa noite para cantar as graças de Nossa Senhora o melhor acorde é o amor! Acordar o amor! Acordar para o amor! Amor, palavra que está gasta entre os homens. Amor que parece andar escabriado, envergonhado. Tantos esqueceram o amor que ele vive se escondendo dos que se lembram dele.

O ano de 2009 está chegando ao meio, derramando crise, preocupação e muita chuva sobre nós. Maio chegando ao fim e todos nós esperando o veranico de maio, as bênçãos de maio, os amores de maio.

A Igreja cheia de gente que reza, canta, chora, ri, pede, confia. Todo maio enche os corações dos fiéis de esperança. Através das horas, quando os sinos batem e os corações também, rezamos a Ave Maria como quem pede socorro. O socorro do amor que está fugindo do mundo. Ave Maria cheia de graça, dai-nos a graça de encontrar o amor, a graça de saber amar o irmão!
Porque o céu está com nuvens grossas e escuras nem podemos olhar as estrelas que nos guiam. O Cruzeiro do Sul que derrama a força do amor que vem da cruz sobre o Brasil está escondido. O amor que ele simboliza está sumindo atrás do nevoeiro. Aguaceiros derrubam casas e a dor do desabrigo se espalha mais que a gripe suína, mais que a dengue. O povo sofre o frio do abandono. Crianças choram de fome. Cestas básicas levam migalhas que somem diante de tanta boca faminta. Além da boca muitos corações estão famintos. O amor não vai para dentro deles nem sai deles para outros corações. Será que há jejum de amor? Parece que se diz: cadê o amor que estava aqui?  O gato comeu! Não, o gato é mansinho. O próprio homem é que quer destruir o amor, jogar longe, esquecer...

Que brincadeira é essa que se quer fazer com o amor? Me empreste o amor... Vá ali! Me empreste o amor... Vá ali... Onde devo ir? Sigo em frente, o amor não some. Deve estar como agulha num palheiro, mas vou encontrá-lo. É maio! Mês de Maria Rainha do Amor. Chamo por Ela. Que Ela chegue e receba os louvores, os cânticos, as preces, traga de volta o amor em Seu manto azulado.

Olhando os Altares os nossos olhos se enchem de lágrimas e nossos lábios repetem as rezas de fé e esperança. Se o mês é de maio é mês de Maria, Maria é amor! Que Nossa Senhora nos bote no colo, nos embale e abençoe e nos mostre o caminho onde o amor se escondeu. Vou sair perguntando: O amor passou por aqui?Quem sabe vocês me possam dizer: passou, está aqui na Capela da Vila Militar, brincando de esconde / esconde para me fazer correr pelos quatro cantinhos da Avenida Dendezeiros, até chegar à Colina do Bomfim? Lá por certo o amor se derrama. Desce a ladeira e quer se espalhar na Cida- de inteira. Aqui a Capela está cheia. Todas as noites o povo aqui chega para ouvir lições do Evangelho e sabe de cor que o maior mandamento é amar, ter  amor. Daqui sai a lição. Para cada casa vai o ensinamento, vão as bênçãos que aqui se derramam. Mas a muitas ruas, muitas ladeiras, aos becos, às pontas de rua o amor não quer ir. Ele se acanha por- que não anda só. Precisa da solidariedade, da união, da partilha. Em muitos lugares fica um vazio, um gelo por dentro de tantas pessoas que vivem sem amor. Se não têm, não podem dar. Se não dão não recebem... É uma bola de neve de um vazio amoroso.

Um dia de maio é o Dia das Mães. Os filhos esquecem passado e futuro só pensam em presente. Não o tempo presente. Lembram o presente comprado nas lojas, nos shoppings. A mãe só deseja presente embrulhado em ternura, amor e agrado. Mas não é esse o presente que lhe dão de presente. São caixas vazias do amor esperado. Está em tempo ainda de gritar pelo amor! Ele deve andar por perto, junto de um berço  quem sabe, cantando uma canção de ninar? Junto a um bercinho o amor sempre vive, o amor não acaba. O amor que era leite saído do peito vai sempre vingar. Não se pode esquecer o embalo, o colo, a mão dada, segura, levando pra frente. O amor vai vencer.    A esperança o carrega! As esperanças de maio sempre vingam! Vamos rezar, pedir amorosidade!

Tanta casa sem amor, a mãe moça ou velha tentando mostrar que o amor está vivo. Olhando a palma da mão vendo o M estampado lembra Maria, a Nossa Senhora Rainha do Amor. Quer segurar o amor que nas linhas mostra o M de Mãe, Mulher, Maria, Milagre. E tanta gente fazendo do amor “gato e sapato”  esquecendo que o amor pode nos salvar.

As mães, todas elas, magra, gorda, preta, branca, calma, nervosa, cada uma com um jeito, um cheiro, feliz ou não, sabe chamar o amor. Nesta noite que as mães o chamem e a Mãe de Deus nos ouça e derrame amor em nossas famílias. Que o amor chegue no corpo e na alma e salve o mundo. Que nenhuma mãe chore porque o desamor pegou uma arma ou o volante de um carro e matou o seu filho. Pai e mãe sofrem juntos por causa do desamor. A mãe briga com o filho e se arrepende e chora, castiga os filhos e se sente castigada. Em cada uma, um coração bate e apanha por eles. O tic-tac segue dando e buscando amor. Coração materno é sempre terno, é tão suave que nem se escuta se ele soluça. Quando se alegra canta ciranda e de mãos dadas, faz roda de amor. Pede que cada um entre no meio, diga um verso e vá levando o amor adiante! Amor é afeição, compaixão, misericórdia. Dom Helder nos ensina: “Sem amor nada tem sentido, sem amor estamos perdidos.” Não podemos nos perder. Não vamos nos perder. A prova está aqui, a Igreja cheia como em todas as noites. Frio e chuva não impedem de se sair em busca das lições de amor. Aqui o bem querer está de corpo inteiro. Ruim é lá fora onde escurraçam o amor. Abram os portões, deixem o amor brincar nos passeios, jogar gude com as crianças, fazer gols com os adultos. Correr nas praias, mergulhar nas espumas, assistir o nascer e o por do sol. Deixem o amor por perto todo tempo, dia e noite, noite e dia! Onde ele chegar a violência vai fugir. Amor e violência não combinam. O amor vai salvar a humanidade. Na pátria do amor a paz governa. Guerra e amor não combinam. Se o amor cresce a guerra acaba!

Quantas gente aqui se encontra para louvar a Mãe de Deus, para aprender a amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, para pedir amor e paz para suas casas, para a Bahia, para o mundo. Sou mãe e avó e quero levar comigo paz, amor e sossego. Quero praticar a cada dia o Mandamento maior da lei de Deus. Aqui não é minha Paróquia, não faço parte do Quartel, não moro na Cidade Baixa, mas estou me sentindo em casa. Esta casa é de Maria, Senhora Minha, Ela foi, é e será sempre minha Mestra. Quero ser Sua aluna sempre. Quero ter ainda a inocência do tempo em que cantava “Mãezinha do Céu eu não sei rezar”, ou repetia feliz olhando os anjos no altar:”Virgem recebe esta coroa, que Te oferece o nosso amor”

 Agora, já cheia de cabelos brancos digo baixinho:

 

“Agora lábios meus, dizei, anunciai, os grandes louvores da Virgem Mãe de Deus”. Rezo e peço a Nossa Senhora, que  Ela venha em nosso socorro. Coração de Mãe é sempre consolo. Há de consolar os que perderam casas, filhos, amigos.

O poeta João de Deus nos diz:

“Maria, Tu guardaste em gozo e dor

Sempre n’alma a paz num templo

Foste na vida o nosso exemplo / Mãe do Amor!”

 

Digo a todos vocês amem. Amem sempre. Só o amor vai trazer serenidade. Amem do fundo do coração, só o amor salvará a humanidade. Na sala

de aula, nas ruas, nos ônibus, nas casas, nas mesas

derramem amor. Quem tem distribua. Quem não tem  busque nas mãos da Mãe de Jesus. Invoquem o Santo Espírito. Domingo será a festa de Pentecostes, que o Divino Espírito Santo derrame amor sobre a Terra, sobre a vida de todos nós. Espírito Santo mandai amor para o mundo.

Voltemos para nossas casas com a certeza de que nenhuma prática é mais santa e mais bela que a de amar. Que Maria cubra a humanidade do mais santo amor e que ele inspire nossas ações e guarde nossos corações. Amém. 



Escrito por Mabel Velloso às 11h26
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Antônio Abujamra recita poema de Mabel Velloso

"Lonas Estragadas" na Tv Cultura, programa "Provocações".
Ouça agora:
 
http://www2.tvcultura.com.br/provocacoes/poesia.asp?poesiaid=587



Escrito por Mabel Velloso às 10h58
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Dia das Mães





Escrito por Mabel Velloso às 12h19
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